Business man jumping

“A criatividade é mais importante que a informação”. Esta é uma frase de Einstein, que ampliou os horizontes da física imaginando novas possibilidades.

Usar a criatividade, atualmente, está entre as qualidades profissionais mais valorizadas, pois este é o pré requisito para a inovação que evolui as empresas e a sociedade. Para ser criativo, não é necessário ser gênio, como foi Einstein. Trata-se de uma condição humana natural, que pode ser ampliada e aprimorada em qualquer momento.

A criatividade não é dedutiva, nem segue os caminhos convencionais da inteligência. Ela é indutiva. Enquanto a dedução parte de dados para chegar a conclusões, a indução parte da inquietude da falta de dados para chegar a soluções. Ou seja, a criatividade deriva da falta de opções ou do descontentamento com as existentes. “A criatividade desorganiza o mundo, pois cria novos caminhos, o que provoca uma subversão da estabilidade anterior”, afirma o Dr. Eugenio Mussak. “Esse é o motivo pelo qual os criativos são às vezes incompreendidos, criticados e até perseguidos. Eles subvertem, portanto, incomodam. Mas se por uma lado a criatividade incomoda, por outro é ela que provoca mudanças.”

Quebrar paradigmas e sair no modus operandi habitual não é tarefa fácil para o cérebro. Nossa condição de animais faz com que tenhamos um comportamento cerebral que nega o movimento em direção à novidade. E é justamente esse componente que cria um paradoxo curioso entre o desejo de ser criativo e o medo da novidade.

O papel da educação

Embora todos nasçamos com um potencial equivalente de criatividade (exceto os gênios, sobre os quais não abordaremos aqui), a educação, especialmente na infância, é o que garante que esta criatividade potencial seja liberada ou, ao contrário, que seja aprisionada.

Business woman hanging on wardrobe

Há duas características próprias da infância e da juventude que estão ligadas à questão da criatividade: a curiosidade e a transgressão. O modelo educacional que no formou, com raras exceções, teve o demérito de bloquear nossa criatividade quando não atendeu os dois anseios infantis mais saudáveis: o desejo de entender o mundo por meio do exercício da curiosidade, e o desejo de mudar o mundo pela transgressão construtiva. “Fomos educados, na maioria, para aprender aquilo que os professores sabiam. E tínhamos que ficar quietos por horas, todos os dias, aprisionando um impulso natural de querer conhecer o ‘mundo real’, não o texto do livro”, diz Mussak.

O potencial criativo agora

Embora seja importante conhecer as razões originais dos nossos “bloqueios” de criatividade, não nos cabe a esta altura da vida reclamar do passado, e sim partir para a busca e enriquecimento no AQUI AGORA.
Podemos recuperar o tempo perdido, isso é o mais importante.

Aqui vão 08 dicas para explorar sua criatividade:

1. Anote suas ideias ”malucas”. Por mais estranha que elas pareçam, anote todas, por de trás de toda a ideia há uma intuição.

2. Busque inspirações. Assista filmes, leia revistas, converse com amigos. Muitas vezes os insights para solucionar um problema ou para uma boa ideia nascem em momentos onde estamos fora do problema, com a mente relaxada e/ou aberta ao novo.

3. Seja curioso. Sempre que escutar sobre novos assuntos, esteja atento ao que sua mente ou coração te desperta. Muitas vezes somos “chamados” a procurar mais sobre a temática e estas pesquisas podem abrir interessantes portas ao longo do caminho.

4. Mude a sua rotina. Procure pelo menos uma vez na semana mudar a sua rotina. Um novo trajeto para o serviço, almoçar em um restaurante diferente ou até mesmo ler sobre assuntos de outras áreas. Novos planos e novos ares o auxiliarão a sair da estagnação.

5. Pare com a auto sabotagem. Evite padrões mentais negativos, como: “não sou criativo” ou “tenho dificuldade para enxergar soluções criativas“. Liberte-se das ideias negativas e dê espaço para novas ideias, assim seu cérebro terá a liberdade necessária para criar e expressar-se sem ser reprimido.

6. Cuide do corpo e da mente. Adicione práticas saudáveis no seu dia-a-dia, como: uma caminhada pela manhã antes de ir trabalhar, dormir 7 horas de sono por noite e manter uma alimentação balanceada. Práticas saudáveis lhe ajudarão a ter uma estabilidade física e mental. A yoga, a dança e o teatro podem ajudar a liberar as tensões e rigidez do corpo e da mente.

7. Estimule o seu cérebro. Faça palavras cruzadas, jogue xadrez ou monte quebra-cabeças. Exercite seu cérebro e evite a preguiça mental. Assim você estará estimulando a sua criatividade.

8. Seja autêntico. Não existe criatividade na “mesmisse”. Ela nasce justamente do rompimento com o que é igual, da transgressão. Portanto, ouça sua intuição é confie nela, sem se importar com o que os outros vão pensar.

Young women riding drawing bicycle

Ser criativo é antes de tudo aceitar e incentivar a criança curiosa e transgressora que existe em nós.

E você, se acha criativo ou teve boas experiências por explorar a criatividade?

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