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É, meu amigos…

Nem tudo são flores nas aventuras do Yoga e bem estar pelo mundo afora! Quem pensa que só há glamour ao se explorar um roteiro Zen de viagens, se engana. Algumas experiências são frustradas e a gente aprende a se divertir também com elas. Melhor assim!

Com minha querida amiga e aluna Sabrina em Paris, fui conhecer uma aula de Vinyasa Yoga, estilo fluido e bastante vigoroso de Yoga, onde os praticantes geralmente suam e se exercitam muito.

A escola, onde Sabrina já é regularmente matriculada, não nos autorizou a tirar fotos internas, e nem o apelo a recepcionista brasileira surtiu efeito! #NADA DE FOTOS! Foi a primeira vez, em todas as escolas que frequentei no mundo, em que isso aconteceu. #PARDON MADAME (Também não os divulgarei aqui :-P )

Entramos na sala, bastante pequena pelo número de alunos que recebeu, e nos apresentamos para a professora Francesa bem magra e carrancuda. “Ça vá”, para os demais colegas. A aula começa e nós tentamos nos concentrar na respiração inicial. Confesso que fiquei mais atenta a minha compreensão sofrida do francês (depois de dois anos de aulas particulares, a professora yogini ainda me soava russo) e aos odores da sala e do tapete que lá aluguei, um pobre coitado que não via banho a muito tempo. # MEDITA, ANDREA!

Vidros fechados, respirações profundas e logo todos suando. Novamente estou fora da concentração interna distraída nos odores da sala! #PAPAGAIO. Não bastasse este meu esforço em Pratyahara, a introspecção dos sentidos, a colega do tapete a frente de Sabrina solta um pum quase em sua cara. Os olhares foram inevitáveis e agora eu tenho que controlar também o riso.

Continuando a sequência maluca da professora francesa, depois de uma hora e meia de aula eu já estava irritada e morrendo de dor no corpo, o que parece bastante incomum para a professora de Vinyasa Yoga que sou. A pobre Sabrina quase nem andava. Rapidamente fomos embora dali, num misto de riso e dor, para nos recuperarmos nos Jardins de Luxemburgo comendo uma baguete. #FINALMENTE ALGUM GLAMOUR Sabrina jurou que haviam outros bons professores ali, mas que não demos sorte. Risos…

Jardins de Luxemburgo

Jardins de Luxemburgo

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Saindo dos Jardins de Luxemburgo, pegamos o metrô até a estação Château de Vincennes, última estação a sudeste de Paris, o que significa MUITO LONGE. Nosso intuito era chegar ao Pagode Budista! Calma amigos, nada de batuques de samba por lá. Pagode é o nome dado aos templos budistas, ou mais especificamente ao tipo de torre com múltiplas beiradas, comuns na arquitetura oriental. Na produção do roteiro da viagem, ainda aqui no Brasil, li que neste Grande Pagode de Vincennes estão algumas das relíquias do Buda, o que seria tão importante aos budistas quanto o Santo Sudário aos católicos. O site do templo informava que naquele dia haveria uma meditação aberta ao público, mas os detalhes sobre horário, inscrição e contato estavam bastante confusos.

Andamos alguns quilômetros pelas ruas e pelo parque até achar o templo, que… adivinhem… estava fechado para visitações e nem o telefone atendia. E a foto que abre este post mostra Sabrina tentando “invadir” o templo. Nos contentamos com a companhia dos corvos, das deusas loiras que andavam nas canoas e do professor de futebol dos pequeninos.

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De volta ao 10e arrondissement, nos jogamos nas cadeiras do Napoléon, esquina mais agitada das redondezas, para o hamburguer vegetariano que nos elevou a níveis divinos de felicidade e contentamento. # A ILUMINAÇÃO ESTAVA BEM NA ESQUINA.

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Restaurante Le Napoléon

Restaurante Le Napoléon

Além das boas risadas, das baguetes, da falta de fotos internas para os posts, dos pés destruídos e colunas quebradas, ficaram as lindas imagens dos parques em Paris (sempre contemplativos e sedutores) e uma bela lição de Taoísmo: O que importa não é o destino, e sim o caminho! ;-)

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