Caucasian woman practicing yoga on Seattle, WA beach

Quem tem a meditação como hábito sente menos dor.

O pesquisador Joshua Grant, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Montreal comprovou esta hipótese encostando placas aquecidas nas nucas de 26 pessoas, 13 delas sem contato com a técnica e outras 13 com mais de 1000 horas de experiência em meditação. A placa era aquecida a 46 graus, depois 47, e assim sucessivamente, até 56. Todos os meditadores suportaram temperaturas acima dos 52 graus.

Nenhuma das pessoas inexperientes aguentou mais do que 50 graus. Na medida, o grupo que medita respirou 12 vezes por minuto. O outro respirou 15 vezes, um indício de stress maior e consequentemente menor resistência a dor. “As pessoas que meditam precisam menos de analgésicos. Elas sofrem menos pela antecipação da dor”, diz Grant, que, no cruzamento de dados, concluiu que o hábito de meditar provocou uma resistência à dor 18% maior. De acordo com um grupo de neurocientistas do Center for Investigating Healthy Minds da Universidade de Wisconsin-Madison, a resistência de quem medita é maior em situações em que o stress influencia diretamente no nível de dor – caso de artrite e inflamações intestinais. (Fonte: Veja)

Outra pesquisa recente da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, sugere que meditar ajuda a aliviar a dor, mesmo em pessoas sem treinamento de meditação. O estudo envolveu 500 estudantes que nunca tinham meditado antes.

Em um primeiro momento os participantes receberam um treinamento de meditação, com 20 minutos de duração, durante três dias consecutivos. Depois disso, os estudantes foram submetidos a testes com choques elétricos que aumentavam de intensidade conforme o progresso da sessão.

Eles deveriam se enquadrar em dois níveis de dor, alto e baixo, ao mesmo tempo em que eram medidas as mudanças na sensibilidade para a dor de cada um. Com o término do estudo, os pesquisadores puderam concluir que a meditação teve um impacto positivo na percepção da dor.

De acordo com o pesquisador que coordenou o estudo, Fadel Zeidan, a meditação é um mecanismo mais poderoso do que simples distração, porque reduz as respostas emocionais do corpo, principalmente aquelas relacionadas à dor. Segundo o cientista, a ideia principal por trás da meditação é a consciência de que tudo está no momento presente.

Quando alguém está esperando um estímulo doloroso, a dor fica mais acentuada. Mas, se você se concentra na respiração de uma forma relaxada, não tem expectativa de dor.

Conforme a pesquisa, publicada na edição de março da revista The Journal of Pain, não é preciso ser praticante da meditação para tirar os benefícios da prática.

Apenas praticar dois ou três dias da semana exercícios rápidos e simples como:

– Tomar consciência do que está acontecendo no presente momento em seus pensamentos e emoções;
– Observar a respiração e identificar em que parte do corpo ela está proeminente
– Perceber todas as sensações físicas do corpo (Fonte: Minha Vida)

Segundo Pierre Rainville, também pesquisador da Universidade de Montreal, no Canadá, e seus colegas de equipe relataramm na revista especializada Pain (do inglês Dor), “usando exames de ressonância magnética funcional conseguimos demonstrar que, apesar de terem consciência da dor, tal sensação não é processada na região cerebral responsável pela avaliação, racionamento e formação de memória dessas pessoas”, observou Rainville. “Acreditamos que eles têm as sensações, mais cortam o processo no início, abstendo-se de interpretar e rotular os estímulos como dolorosos”.

Espero que este post sirva como luz para as pessoas que sentem dores crônicas para as quais os medicamentos têm surtido pouco efeito. Namaste