Business meeting

Ao que parece, negociar é a “palavra da vez”. Negociar um novo projeto, negociar contratos de trabalho, negociar dívidas ou até negociar com os filhos. Ou seja, o negócio é negociar!

Esta ação tão necessária, para uns é um prazer e para outros um transtorno. Para as tradições orientais o ato de negociar é como uma das ritualísticas mais importantes do dia a dia do indivíduo. Qualquer compra, num mercado árabe, é precedida por um chá, muita conversa e infindáveis regateios até que seja efetuada. A satisfação do exercício do ‘negócio’ é tão grande quanto a venda em si.

Neste post mostraremos algumas dicas do sistema “Treinamento em Assertividade”, bastante aplicado em situações de conflito. O Treinamento Assertivo é uma ferramenta útil para que aprendamos a mudar nossas atitudes. Concretamente nos ensina a adotar um tipo de atitude determinada ante uma situação de conflito.

As atitudes se entendem como o resultado de uma mescla de aspectos, a personalidade, as emoções e motivações. Tudo isso somado às experiências, o aprendizado e as influências do âmbito social. Esta soma traz diferenças entre comportamentos e afetam a maneira como reagimos ao mundo. mas inegavelmente nossa atitudes pessoais impregnam nossas relações com o outros e consigo mesmo. Por trás de toda ação ou reação há sempre determinadas atitudes suscetíveis a evolução, reflexão e aprendizado.

Na arte de negociar, ser assertivo é essencial e deve vir acompanhado de muita empatia e atitudes afirmativas. Ante um conflito, a atitude assertiva nos permitirá nos mostrarmos serenos e capazes de manifestar nosso desacordo sem entrar no terreno da agressividade e da imposição de respostas.

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS

Os exemplos a seguir têm um objetivo claro: oferecer opções de atitudes que devem ser tomadas em situação de conflito. Tais ferramentas servirão para atuar sem agressões em busca de consenso.

1- Ter muito claro o objetivo que se persegue

O mais importante neste momento é conseguir ser ouvido, que te levem em conta, que seus direitos não sejam desprezados. Para isso é evidente que temos que conhecê-los muito bem. Devemos detectar qual é a nossa prioridade e ter claro internamente que na raiz desta questão está a solução do problema.

2- Tente que o ouro tenha claro o que quer

Este ponto é válido no caso em que desejamos negociar a partir de um conjunto de argumentos próprios e alheios. É importante saber se a outra parte também se interessa em negociar. Por exemplo: “Você propõe A+B. Eu estou te propondo C+D. Você quer continuar a negociar para ver se chegamos a um ponto bom para os dois?”

3- Escute o outro com atenção e verdade

Esteja presente diante as necessidades do outro. Demonstre isso através da repetição em síntese de alguma mensagem que o outro transmitiu. “Você quis dizer que…?”

4- Tentar fazer com que o outro também o escute

Uma técnica muito eficiente é a que se baseia na segurança de ter claro nossos objetivos e manifestar nossa opinião com firmeza, mas sem agressividade. As mensagens tem de ser claras. As repetições devem referir-se tanto à nossa própria segurança como à mensagem que o outro está passando: “Vejo que está me dizendo que acredita ter razão por… (repetição da mensagem do interlocutor). Mas agora por favor peço que me escute. Permita que eu dê meus argumentos… (e transmita o que você tem a dizer).

5- Ir diretamente ao que interessa

Significa evitar rodeios ou desgastes mediante a argumentos secundários que o outro pode interpretar como se fossem acordos prévios. Exemplo: “Você se lembra que fazer três meses que a mesma coisa aconteceu e você se mostrou de acordo comigo?…” A resposta adequada para defender seus interesses atuais poderia ser: “Olha, compreendo sua questão, mas agora mudei de opinião, entende, e portanto já não estou disposto a…”

6- Mostrar sinceramente o que sente.

A sinceridade nesta hora pode demonstrar uma tentativa genuína da intenção do acordo. Por exemplo: “Olha Pedro, a verdade é que estou muito confuso e neste momento não sei o que dizer. Podemos transferir este tema para a próxima reunião. Se continuo a falar agora acho que vai ser contraproducente”.

7- Dirija-se à pessoa chamando-a pelo nome

Isso demonstra que somos conscientes de com que estamos falando. “Por favor, Pedro, escute-me só um momento sem me interromper,( e diga o quer falar)”.

8- Reconhecer, quando for necessário, que necessitamos de tempo para pensar, consultar ou clarear nossas ideias

Para poder propor um adiamento, é imprescindível sentir e deixar claro que temos este direito. O ideal é que já se comece a reunião deixando-se claro que um acordo não é obrigatório neste encontro. Isso abre espaço para se poder negociar sem a “faca no pescoço”.

9- Levar em conta aspectos fisiológicos que podem passar despercebidos.

O ritmo respiratório é um elemento chave para controlar a tensão do momento. Deve ser profundo e calmo. A postura corporal deve ser reta e a mais estável possível. Se sentados, devemos sentir as costas todas apoiadas no espaldar da cadeira. De pé é importante que sintamos ambos os pés bem apoiados no chão. O olhar, como complemento, deve ser sempre direto, tranquilo e fazendo contato com os olhos do interlocutor.

10- Estar disposto a interromper momentânea ou definitivamente a discussão, uma vez que se achem esgotados todos os recursos disponíveis

Isso implica em “elaborar os sentimentos” que acarretem tal perda. Isso é imprescindível para recobrar o ânimo, a vitalidade e seguir adiante em outra ocasião. Aceitar que muitas vezes as coisas simplesmente não têm solução, e que por isso alguma coisa se perderá. Faz parte da vida.

Como é lógico, todas estas sugestões não são infalíveis. O que deve ficar claro é que a atitude assertiva só é factível se existe uma predisposição para negociar.

Fonte: Cuerpomente

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